quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A COR DA CHUVA - nossas primeiras atividades

Contemplado em 2010 pelo Prêmio de Incentivo à Produção e Circulação de Projetos em Artes Cênicas em Alagoas o espetáculo A COR DA CHUVA é o segundo espetáculo da Invisível Companhia de Teatro.

Nossa primeira experimentação cênica foi um monólogo, dessa vez estamos contando com uma equipe de seis pessoas, sendo dois atores em cena e uma equipe de mais quatro componentes dando suporte técnico e artístico para o desenvolvimento desse trabalho.

Infelizmente, tivemos nossa estreia adiada para uma data indeterminada por causa da não liberação da segunda parcela do recurso pela organização do edital, porém não paramos nossas atividades e continuamos seguindo de vento em polpa com nossos ensaios e confecção de figurinos e cenografia.

A FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e direção:
Daniela Beny
Elenco:
Cícero Rosa e Udson Pinheiro 
Assistentes de direção:  
Carol Morais e Maurício Ebbers do Monte
Desenho de luz e execução:
Arnaldo Ferju
Composição de trilha sonora:
Guilherme Ramos
Execução de som e treinamento corporal:
Carol Morais
Cenografia e figurinos:
Marluce Costa
Fotografias:
Sandreana Melo
Produção:
Daniela Beny

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Da aspereza à suavidade - VOO AO SOLO de volta pra casa

Desde março de 2009, Marco Antonio, Arnaldo Ferju e eu (Daniela Beny) estamos (re)pensando constantemente um espetáculo que a princípio deveria caber numa mala. Bom, caber ainda cabe, mas já passou por tantas transformações e resignificações que nos mostrou o quanto "evoluções" são possíveis, mesmo que tenham sido feitas apenas 12 apresentações e tão espaçadas.

No último dia 09, tivemos novamente uma apresentação no Teatro Jofre Soares (SESC Centro) para poucas pessoas, mas que, dentre as apresentações feitas em Maceió, essa de longe foi a mais empolgante, porque foi a que eu mais me diverti, e teatro não pode ser sofrimento, me divertir (com seriedade) está em primeiro lugar porque é isso que eu amo fazer, então, voltando, o bom é que Thiago, Gustavo e Udson já tinham assistido o VOO, oque ajudou bastante no bate-papo pós apresentação.

Cada debate, conversa, feedback da plateia foram escutados, filtrados e digeridos, nos apontando o diálogo como o início de toda grande mudança, seja para o meu trato com o texto como atriz ou o amadurecimento de uma iluminação. Estou contente com esse regresso depois de Guaramiranga, principalmente por saber que a aspereza excessiva do espetáculo deu lugar à delicadeza cênica que sempre me foi muito difícil de alcançar. Ainda temos muito o que se trabalhar, mas percebo que temos pelo menos um norte.

Experimentamos coisas novas, outras possibilidades de disposição cênica, variação de figurinos, tons, velocidades, corpo e vamos nos planejar para que meu 2011 comece no palco, afinal, teatro se faz no momento da apresentação, ensaio é fundamental mas nunca é na atmosfera que o próprio público proporciona, independente de ter casa cheia ou apenas duas ou três pessoas.

VOO AO SOLO - participação no 17º Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga/CE

Finalmente, depois de mais de um mês vamos falar sobre o FNT!!!
Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer à Thiago Sampaio (SESC/AL) pela indicação do VOO à produção do FNT.
Pronto, agora podemos começar os relatos. Digo que passamos por mais uma experiência incrível que, inicialmente nem iríamos tentar participar, dado que a inscrição no FNT foi feita de última hora mesmo.

O VOO abriu a Mostra Nordeste, na primeira noite do FNT, justamente depois do espetáculo "Simplesmente Clarice" monólogo com Beth Goulart, me deu um baita medão, mas não sabia eu das gratas surpresas que o FNT nos reservava.

Após quase 24 horas de viagem, chegamos à uma cidade pequenininha, cercada de natureza e extremamente aconchegante. Antes mesmo de almoçar, fomos conhecer o Teatrinho Rachel de Queiroz, primeira surpresa, por fora a estrutura simples escondia o que era a sala por dentro, um teatro pequeno mas com uma acústica maravilhosa, bem equipado e nas medidas certas para comportar o VOO. Foi inevitável, me senti em casa (na verdade queria eu ter um teatrinho como aquele na minha casa). Quando chegamos, os técnicos (coordenados por Netto), já estavam a postos com mapa de luz e equipamentos à nossa disposição, quase tudo montado, quase tudo pronto, faltava somente a afinação de luz do dia seguinte.

Chegado o dia seguinte, que era inclusive o dia da apresentação, a segunda grata surpresa, a ECOS (Escola de Comunicação da Serra), Ponto de Cultura da cidade, nos entrevista com a TV Beija-flor, justamente num bate-papo sobre o espetáculo e nossa trajetória até aquele momento.

Ensaio geral feito, palco reconhecido, não precisei subir em escada pra ajudar a montar a luz, estava ali apenas como atriz, o que é muito difícil nas circunstâncias habituais do nosso fazer teatral. Faltava apenas a apresentação, e eis que chegou o momento, plateia cheia, imprensa, debatedores, fotógrafos e toda ansiedade e expectativa de participar de um festival e me apresentar com o VOO pela primeira vez fora de Maceió.

E o monólogo que tinha apenas 35 minutos, se transformou num espetáculo de uma hora, sem ser cansativo, pra mim, sem dúvida, foi a melhor apresentação até agora, tudo se encaixou, espaço, luz e sonoplastia. Terminada esta etapa, vinha o que mais temíamos no dia seguinte: o debate.

Ok, mais uma surpresa, os debatedores Zeca Ligiero, Armindo Bião e Tiago Fortes teceram seus comentários, dúvidas, questionamentos, sugestões e, o mais importante, o apontamento de possíveis direções a serem tomadas para um amadurecimento do espetáculo. O olho no olho, a delicadeza e a pertinência dos comentários nos fez perceber qie a abertura de um diálogo só vem à agregar ao nosso trabalho.

Ah, algo que me deixou particularmente feliz, Zeca Ligiero, depois do espetáculo, num momento em que eu estava fumando, se aproxima e me diz: Parabéns pela ousadia., nem sabia que ele era ele, agradeci, claro. Conversamos um pouco, quando fui ler o folder do FNT e vi o currículo dele pensei: Realmente eu devo ter sido muito ousada., me senti lisonjeada e percebo que, bem ou mal, nós, como um grupo, estamos sim seguindo por um caminho possível para outra maneira de fazer teatro, que continuemos então ousando.

Reforço que o VOO AO SOLO só é possível pelo empenho de mais duas pessoas importantíssimas para esse processo: ARNALDO FERJU e MARCO ANTONIO DE CAMPOS. Sem esses dois, seria impossível andar, quanto mais voar com esse espetáculo.

Pra encerrar, parabenizamos à organização do FNT por tudo, pelo cuidado e pelo carinho com o qual fomos tratados o tempo todo, desde os técnicos para montagem de luz até a assessoria de imprensa. Voltamos para Maceió com o desejo de sempre regressarmos à Guaramiranga.


2014 - um ano de muita pesquisa

Então, desde o final de 2014 o tempo tem sido cada vez mais escasso apenas pelo fator MESTRADO, tão raro que, ao vir atualizar o blog me de...